O Benfica venceu o Famalicão por 1-0, na 15.ª jornada da I Liga. O jogo foi decidido por uma grande penalidade concretizada por Pavlidis, mas muito contestada pelo emblema nortenho.
Na conferência de análise do jogo, o treinador Hugo Oliveira lamentou a decisão do árbitro, após indicação do VAR e deixou uma pergunta no ar.
“O jogo foi equilibrado, competitivo e tático. Não foi muito bem jogado, do ponto de vista da emoção dos jogos que os adeptos merecem. Tinha de ter um bocadinho mais de talento, de golpe de asa. E nesse sentido, poderia ter terminado no equilíbrio do resultado. Acabou por ser decidido num detalhe que acabou por pender para o lado do adversário. Quando saltamos, controlamos o que está à nossa frente, temos de abrir os braços. Quem foi contra quem? É a pergunta que deixo no ar”, começou por dizer, antes de defender os árbitros mas criticar quem está no VAR.
“Está cada vez mais difícil ser árbitro de futebol em Portugal. Não desejo a ninguém ser árbitro de futebol em Portugal. É extremamente difícil. Primeiro, por todas as decisões a tomar em campo. Há sempre alguém que não está satisfeito. Depois, porque há sempre alguém que vem de cima com imagens televisiva do pára, arranca, anda para a frente, anda para trás, o frame. O movimento humano não é um movimento frame a frame, quem entende a perceção da televisão, do movimento, da imagem, sabe que no frame as imagens enganam. O movimento não é tão natural. Era uma daquelas situações em que tenho saudades de quando o árbitro tomava uma decisão. A opinião alheia chegou como sendo tecnologia, mas o que chegou foi opinião. E quanto mais opiniões tivermos, mais dificuldade temos em ser unânimes”, analisou.
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O treinador do Famalicão disse ainda que os jogadores e os treinadores estão confusos com algumas tomadas de decisão dos árbitros nas análises dos lances, a mesma sensação para quem vê o jogo pela televisão.
“Há momentos do jogo em que os meus jogadores, eu, outros treinadores, outros jogadores, já não sabemos se é penálti. E isso é extremamente complicado. Agora imagino as pessoas em casa. Nem é o caso da situação de hoje, que acho que é natural do jogo. Temos de nos preocupar todos. Gosto demasiado do futebol para não estar preocupado com o clima que vivemos. Quase todos viemos para esta área pela paixão, porque tínhamos o sonho de jogar. E não é isto que temos de viver. Todos temos direito à opinião. O árbitro teve a opinião que não era falta. Alguém teve a opinião que era. E o árbitro depois viu e achou que mudava de opinião. E esta é a realidade”, anotou, na sala de imprensa do Estádio da Luz.
Miguel Ribeiro, presidente da SAD do Famalicão, já tinha deixado fortes críticas a arbitragem de André Narciso.
“É um caso para ser estudado pelo IPMA, porque assistimos claramente a uma réplica do ciclone dos Açores. E lamento que um clube que está a crescer, com jogadores jovens com muita qualidade, como demonstraram hoje, com um treinador que tem uma proposta de jogo com muita qualidade, seja de alguma forma vítima em Lisboa de uma réplica do ciclone dos Açores. Estamos longe, mas isto será seguramente algo para ser estudado hoje pelo IPMA, porque não encontro outra instituição que o consiga fazê-lo quando estamos a falar de réplicas de anticiclones”, lamentou, em referência ao polémico penálti assinalado a favor do Sporting nos descontos diante do Santa Clara, que evitou a eliminação dos Leões na Taça de Portugal.























