O triunfo por 1-0 frente ao Famalicão, a contar para a 15.ª jornada da I Liga, foi mais uma demonstração clara do crescimento do Benfica nesta fase da temporada. Sem necessidade de grandes rasgos de espetáculo, a equipa mostrou controlo, pragmatismo e uma segurança coletiva que começa a ser imagem de marca.
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O Benfica encontrou um adversário organizado, intenso e confortável a jogar sem bola, mas nunca perdeu o equilíbrio. A entrada não foi dominadora, porém a equipa foi-se ajustando com naturalidade, subindo linhas e assumindo o controlo territorial. A partir desse momento, o jogo passou a ser disputado nos moldes mais favoráveis aos encarnados, que raramente se expuseram.
Depois de chegar à vantagem, a gestão do jogo foi um dos aspetos mais relevantes da exibição. A equipa de José Mourinho soube baixar o ritmo, circular com critério e proteger as zonas centrais, impedindo o Famalicão de criar desequilíbrios prolongados. Defensivamente, o Benfica voltou a mostrar grande consistência, somando mais um jogo sem sofrer golos e confirmando a solidez da última linha.
O Famalicão, orientado por Hugo Oliveira, manteve a identidade que o trouxe invicto fora de casa até à Luz. Foi competitivo, organizado e nunca deixou de tentar discutir o resultado, mas sentiu dificuldades em ligar setores perante um Benfica muito rigoroso no posicionamento e na ocupação de espaços.
A figura
A figura do encontro foi Vangelis Pavlidis. Para lá do golo decisivo, o avançado destacou-se pela forma como interpretou o jogo coletivo: segurou bolas, deu apoios constantes e foi determinante na forma como o Benfica conseguiu jogar mais tempo em terrenos adiantados. O momento do grego simboliza bem a fase da equipa.
O momento
O encontro acabou por ficar marcado por um momento-chave que mudou a sua leitura: a partir da vantagem no marcador, o Benfica passou a jogar com outra tranquilidade. A equipa ganhou tempo, baixou o ritmo quando foi preciso e obrigou o Famalicão a correr atrás da bola, sem nunca perder o controlo emocional da partida. Esse período revelou um Benfica confortável no jogo que queria, consciente das suas forças e seguro na forma como protegeu a vantagem até final.
Com oito jogos consecutivos sem perder e uma clara evolução no plano coletivo, o Benfica vive o seu melhor momento da época. Não foi uma exibição exuberante, mas foi uma vitória de equipa grande: consciente, sólida e eficaz — exatamente o tipo de triunfo que constrói campeonatos.























