O treinador do Caldas, José Vala, mostrou-se orgulhoso da exibição da sua equipa frente ao Sporting de Braga (0-3), mas voltou a apontar críticas severas à decisão de alterar o local do jogo dos oitavos de final da Taça de Portugal para o Estádio Manuel Marques, em Torres Vedras.
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Em declarações à Sport TV, o técnico de 53 anos sublinhou que a responsabilidade não deve ser diluída. “Há nomes, há pessoas que tomaram esta decisão e essas têm de dar a cara. Hoje cometeu-se uma ilegalidade. Alguém entrou no Campo da Mata sem autorização e depois houve quem diferisse essa decisão”, afirmou, garantindo que o relvado onde o jogo acabou por se realizar tinha “condições muito piores” do que o do Caldas.
José Vala lamentou ainda o impacto humano e financeiro da decisão num clube de estrutura amadora. “Houve pessoas que mandaram muito trabalho por terra. Falamos de dois ou três mil euros em cachecóis, comida. O Sp. Braga também perdeu, porque teria vivido um momento único na Mata. No fim, estaríamos todos juntos a comer uma bifana”, acrescentou, agradecendo ao Torreense pela disponibilidade demonstrada, apesar da rivalidade.
Sobre o jogo, o treinador destacou a primeira parte competitiva do Caldas. “Fomos organizados, competentes. A segunda parte decide-se em bolas paradas, mérito do Sp. Braga. Depois ainda demos minutos a miúdos mais ligados à equipa B, também como prémio”, analisou.
Questionado sobre o que leva desta eliminatória para o campeonato, José Vala foi mais longe e admitiu dúvidas quanto ao futuro. “Um orgulho enorme pelo que fizemos, mas estamos numa fase difícil, com cinco derrotas no campeonato. Já tinha equacionado que este pudesse ser o meu último jogo. Esta situação mexeu muito comigo. Vou falar com a direção”, confessou, deixando em aberto a continuidade no comando técnico do Caldas.























