Diogo Dalot fez um balanço profundo e emotivo do ano de 2025, numa entrevista à DAZN Portugal, marcada pela perda de Diogo Jota, antigo companheiro na seleção nacional, falecido num acidente de viação em Espanha, em Zamora, juntamente com o irmão André Silva.
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“Foi um ano difícil, diria que foi duro no aspeto emocional, mas também olho de uma maneira positiva. Acabo por ser feliz no verão com a conquista da Liga das Nações. Depois, levo uma chapada da vida com a perda de uma pessoa importante”, recordou o lateral do Manchester United, atualmente com 26 anos.
Dalot descreveu 2025 como uma verdadeira montanha-russa emocional, sublinhando a forma como encara os momentos mais duros. “Foi uma montanha russa grande, mas gosto de olhar para a vida dessa maneira, com dificuldades que tens de ultrapassar, com momentos em que vais estar menos confiante. Faz parte da vida, da evolução. Tenho de olhar para isso como algo que me vai fazer crescer e preparar-me para o futuro”, afirmou. “Foi um ano difícil, mas vai preparar-me melhor para o que aí vem.”
No plano desportivo, o balanço foi menos positivo ao nível coletivo. O Manchester United terminou a última edição da Premier League num modesto 15.º lugar, falhando o apuramento para as competições europeias, e perdeu a final da Liga Europa frente ao Tottenham (0-1).
Já na presente temporada, Diogo Dalot voltou a merecer a confiança de Ruben Amorim, assumindo a titularidade com regularidade, apesar das críticas que têm surgido. Uma das mais duras partiu de Roy Keane, após a derrota com o Aston Villa (1-2), para a 17.ª jornada da Premier League. “Há muitos jogadores, como o Dalot, que não fazem o suficiente. Não quero usar o termo sabotagem, mas não estão a fazer o suficiente”, afirmou o antigo capitão dos ‘red devils’.
Atualmente no sétimo lugar do campeonato, o Manchester United ainda tem dois jogos por disputar até ao final do ano civil: recebe o Newcastle a 26 de dezembro e, quatro dias depois, o Wolverhampton, novamente em Old Trafford. Em ambos os encontros, o médio e capitão Bruno Fernandes estará ausente, a recuperar de uma lesão muscular.
Com Harry Maguire igualmente lesionado, a braçadeira de capitão deverá passar para o braço de Diogo Dalot, jogador do Manchester United desde 2018/19, depois de ter chegado proveniente do FC Porto. Um sinal claro de confiança num ano que, apesar de duro, continua a moldar o percurso pessoal e profissional do internacional português.























