Rui Borges fez este sábado à tarde a antevisão do encontro entre Sporting e Rio Ave, relativo à 16ª jornada da Primeira Liga.
O técnico dos leões desvalorizou a ausência de Clayton no lado vilacondense e confirmou a titularidade de Hjulmand, apesar dos quatro amarelos.
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Por outro lado, Daniel Bragança e Debast ainda não vão a jogo, enquanto que Maxi Araújo está em dúvida.
O Rio Ave: “Antes de mais, espero que o vosso Natal tenha sido bom e feliz, com muita alegria e comida. Acima de tudo, que tenha sido bom. Em relação ao Rio Ave e se está mais fragilizado ou não sem o Clayton, dou como exemplo o jogo na Luz, onde empataram e o Clayton, bem como o André Luiz, não foram titulares. Isso dita bem do Rio Ave. Uma equipa que nos vai criar dificuldades, que fora de portas só perdeu em Moreira de Cónegos. Empatou na Luz, em Famalicão, e isso dita bem da sua competitividade fora de portas. Se achamos que vamos fazer um golo com o passar do tempo, vamos estar enganados. Se não formos sérios e rigorosos… Uma equipa muito forte em duelos, competitiva, que joga no contra-ataque e em ataque rápido. Temos de estar preparados com boas transições defensivas. Temos melhorado ao longo dos jogos. Dentro dessa perspetiva, esperamos estar no nosso normal para ultrapassar uma equipa que tem sido difícil bater fora de sua casa”
Declarações de Varandas: “Vocês já têm muita gasolina e os meus jogadores têm gasolina que chegue. A maior ambição deles – e esta semana foi notório em algumas entrevistas – é conquistar o tricampeonato, que marcará a história do Sporting. É isso que nos motiva, chegarmos a jogo e fazer o que acreditamos, eles sentirem que dá resultado, que são felizes a jogar. Essa é a nossa maior motivação, voltar a ganhar e ficar na história do Sporting”
O ruído e o mercado: “Acho que todos temos de fazer o melhor possível para valorizar o nosso futebol e não criar mais ruído. Todos nós, agentes desportivos. Temos de arranjar estratégias, entre todos – treinadores também, lógico -, para valorizar o futebol português. É isso que importa. Só pode ganhar um. Vai haver ruído em alguns momentos, mas mesmo aí temos de ser inteligentes e valorizar o nosso jogo e os nossos jogadores e treinadores, estruturas. Acima de tudo é isso. Em relação à prenda… Se entrar alguém, é tudo feito de forma bem estruturada, pensada, e será sempre numa perspetiva de futuro Sporting. E não só porque temos lesões, jogadores na CAN… É sempre na perspetiva, claro, do imediato, mas sempre também numa perspetiva do futuro do Sporting e do plantel nos próximos anos”
Motivação dos jogadores: “A minha forma de motivar é que é natural que todos queiram ganhar aos que ganham. E o nosso grupo é bicampeão, é normal que os outros queiram o que conquistámos. É normal que haja o ruído à volta dos bicampeões, de quem ganha. E o grupo sente isso, como qualquer outro sentiria. Acredito que em qualquer momento seja motivação, porque claro que vamos ouvindo, e é natural que sirva de motivação. No meu discurso, não uso muito. Uso muito que eles são bons, os melhores. São bicampeões, são os melhores. Aqui a ambição é de querer mostrar que queremos continuar a ser os melhores e essa tem de ser a nossa motivação. Estamos focados no que somos capazes de fazer para voltarmos a ganhar. E o grupo mostra bem isso no seu jogo, na comunicação, a ambição que têm. Sabemos que toda a gente quer ganhar aos campeões, faz parte. Essa é a nossa maior motivação, perceber que quem está do outro lado, por defrontar quem ganhou, há sempre mais alguma coisa que dão, que se diz. Temos de estar sempre no nosso máximo porque somos sempre capazes de dar mais qualquer coisa”
Mercado de janeiro: “É uma leitura que temos de ter. Claro que é natural que se fale mais dos extremos pelo baixa do Quenda e pelo Geny na CAN, mas temos tido adaptações que me dão soluções. Não estou preocupado com isso. Vamos ver o que poderá dar o mercado e, dentro do que acharmos, será sempre numa perspetiva de futuro. Se tivermos essa capacidade e acharmos que irá acrescentar algo ao grupo, que é muito bom e específico… Quem vier, tem de perceber que vem para um grande grupo e tem de se saber inserir nele. Não é algo que me deixe muito obcecado”
O penálti nos Açores e o regresso após o Natal: “Estão bem, respeitaram. Acho que devem ter comido um bocadinho, mas faz parte, estão tranquilos. O onze não vai ser relativamente a rabanadas ou filhoses. Chegaram bem e são profissionais. Em relação ao Santa Clara foi a opinião do presidente. Ele disse-me logo no avião que, para ele, não era penálti. Respeitei e disse que é sempre critério. Já vi marcarem, já vi não marcarem. Mais do que eu dizer que é ou não é, já aconteceram as duas coisas. É muito relativo”
Mourinho compara Benfica a Lewis Hamilton: “Não vejo Fórmula 1… Vejo andebol, voleibol, onde o Sporting também ganha muito. Vejo isso, não vejo Fórmula 1. Não sou fã”
Prémio ‘Personalidade do Ano’: “Sinto-me lisonjeado, Personalidade do Ano parece uma pessoa muito importante. E não me acho nada importante. Os troféus fazem parte, mas são algo que representa a equipa, não o treinador. Já disse que não sou ninguém nem nada se eles não acreditarem no que digo ou peço. Os troféus são fruto do grupo, da estrutura, do nosso trabalho diário e anual. Feliz nesse sentido. Intuição? Acredito muito e confio muito no meu trabalho, que me trouxe auqi. Vou continuar a acreditar. Há dias que vão parecer menos bons, mas eu agarro-me a eles de forma boa. Sou feliz a fazer o que faço, feliz por estar aqui. E logo por aí já sou um felizardo. As pessoas dizem ‘ah, vai correr bem’. E eu digo ‘já correu’. É o aspeto de ser positivo, sou muito positivo e acredito muito nos meus sonhos e desejos. O 2026… Acredito que será um ano muito bom, acima de tudo com muita saúde. Se tivermos saúde, o resto corremos atrás. E é isso que faço e fazemos muito. Correr atrás dos desafios, dos desejos, das perspetivas de vencer, de continuar na história do Sporting. Acima de tudo, peço saúde. O resto aí vamos nós”
João Simões: “O maior desafio é dele. Já falei várias vezes dele. É um miúdo muito maduro no que faz, para a idade que tem em campo. Aos poucos é-lhe reconhecido isso também pelos próprios colegas, olham para ele como um miúdo diferente. Mas tem muito para crescer, vai evoluir. Li num jornal que o mister lhe deu uma ‘dura’ depois do jogo com o Vitória. E dei, perdeu a bola quando não tinha necessidade. E ele disse ‘peço desculpa mister’. Está pronto para aprender, gosta de aprender e ouvir muito. Vai ter um futuro brilhante, não tenho dúvidas”
Maxi, Bragança e Debast: “Até vou dizer algo que vocês nem sabem: o Maxi está em dúvida. Está meio adoentado. Em relação ao Debast e ao Dani, não. Estão no processo de chegar ao seu melhor nível. O Dani diferente, o Debast ainda não está com o grupo. O Dani está no processo normal evolutivo de chegar à sua melhor forma física e de confiança também. No momento certo irá dar essa solução, tanto ele como o Zeno. Mas não é para já”
Os amarelos de Hjulmand e as palavras de Varandas: “O Hjulmand vai jogar, o jogo mais importante é o do Rio Ave. Não há gestão nenhuma. No ano passado fiz isso uma vez e quase saiu ao contrário. Serviu de exemplo. E até foi o Morten também, no jogo com o Gil Vicente. Neste caso não há gestão. Quando estiver de fora, está de fora e joga outro. A equipa tem dado uma boa resposta, todos têm mostrado presente. E isso deixa-me tranquilo e super confortável. Será sempre assim. Em relação ao ruído, não vou comentar muito. Já falou o presidente, é o chefe. O que ele disser assinamos [por baixo]. É tudo um grupo, tudo uma estrutura, e está sempre toda ligada no dia-a-dia a tudo o que acontece”























