O treinador do Gil Vicente, César Peixoto, fez este sábado a antevisão do encontro dos gilistas diante do Arouca, relativo à 16ª jornada da Primeira Liga.
O técnico dos gilistas acredita que o facto da equipa não vencer os arouquenses há 17 jogos será motivação extra para esta partida, onde espera continuar a fazer história ao serviço do clube de Barcelos.
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17 jogos sem vencer o Arouca: “É mais uma motivação, apesar de ser intrínseca. Este ano temos quebrado recordes atrás de recordes, por isso é mais o um”
Manter o processo: “Nós acreditamos é no processo, temos fome de vencer e demonstramos, em cada jogo, esforço, trabalho e vontade de vencer. Seria importante terminar o ano com uma vitória, os jogadores merecem e os adeptos também. No último jogo em casa tiveram um comportamento fantástico, apoiaram-nos durante 90 minutos e a equipa nunca baixou. Foi a primeira vez que conseguimos ir buscar o empate quando estávamos a perder e podíamos ter conquistado a vitória se aquele golo não fosse anulado. Na minha maneira de ver, foi de forma muito injusta, e vi-o muitas vezes”
Recorde de pontos na primeira volta: “Se ficarmos na história, melhor ainda. Disse que igualámos a melhor pontuação da 1ª volta no campeonato, eu não sabia, creio que era o míster Álvaro Magalhães. Espero que, daqui a muito anos, digam que fui eu que estava aqui quando batemos o recorde. Há motivação, mas vem de dentro da estrutura”
Eficácia ofensiva: “Sofremos nos primeiros 15 minutos do jogo com o Tondela e fomos apanhados de surpresa, depois dominámos, a seguir ao golo. Faltou-nos ser incisivos. Mas, se olharmos para os jogos seguinte, fomos dominadores durante os 90 minutos, principalmente nos últimos dois encontros. As equipas adversárias fizeram seis remates em dois jogos e, a nós, faltou-nos concretizar o volume de oportunidades. Mas isso faz parte do processo e confiamos muito no que estamos a fazer. O Arouca é uma boa equipa, que passou fases menos boas, mas nós sabemos da dificuldade que podem provocar. Temos sempre de ter a iniciativa e de querer mais oportunidades”
Regresso de Pablo: “O Rio Ave fez um remate e marcou dols golos. Essa pontinha de sorte tem-nos faltado, mas a equipa teve o controlo. Não tenho como esconder, o Pablo é muito importante na zona de decisão, que é o que tem falhado num jogo ou outro. Não só pelos golos, mas pelo que trabalha e pela confiança que transmite para os colegas. Temos duas opções para cada posição, mas é natural que seja um jogador importante para nós. Queremos ganhar todos os jogos, mas não temos a obrigação de ganhar todos os jogos, é diferente. O Konan não está, mas acho que o Hevertton esteve bem. O Buatu não está e o Espigares respondeu bem e o Gustavo Varela esteve bem nestes dois últimos jogos. Era uma questão de tempo para que a bola surgisse para ele fazer golo, mas a verdade é que o Pablo é sempre importante. Não posso considerar uma fase, porque já é uma primeira volta toda a fazer golos, é mérito dele, mas também muito da equipa”
Pode jogar 90 minutos?: “Ainda não está, temos que ser sinceros. Vamos gerindo e vamos vendo o que acontecerá, mas temos isto muito bem controlado para ele não sofrer uma recaída. Está para jogo. Se de início ou para 90 minutos, o importante é que ele terá que trabalhar defensivamente. O Pablo é o primeiro defesa no campo, ativa bem a pressão e é muito importante nesse sentido também. Está a treinar e a adquirir forma quase há um mês, porque esta equipa joga a um ritmo alto, não é fácil acompanhar. Está apto e temos essa opção”
Quarto lugar na primeira volta: “Tínhamos muita esperança pela forma como terminámos a época no ano passado. O tipo de perfil, de ideia de jogo e projeto fez com que a construção de plantel, na base e no ADN que trouxemos, que tínhamos muita coisa positiva para as coisas correrem bem. É uma primeira volta irrepreensível, mas que não nos pode deslumbrar, porque no futebol passa tudo muito rápido. Já disseram aqui que estávamos em crise, mas não estamos nem nunca estivemos em crise nenhuma, é um processo. Acho que é a 3ª equipa mais jovem do campeonato, sem o Buatu e sem o Konan penso que é ainda mais. Acreditávamos muito no que íamos fazer e que íamos começar o campeonato bem. Começar o campeonato contra os melhores permitiu-nos perceber onde estávamos e em que nível podíamos estar.”























