12 jogos em 16 sem sofrer golos: a segurança defensiva tem sido o esteio desta equipa do FC Porto, que depois resolve muito vezes os seus problemas com um ou dois golos.
Consistência este é talvez o epiteto certo para apelidar a equipa liderada por Francesco Farioli, que ao longo de 16 jornadas, e com o virar do ano, soma apenas um empate no clássico frente ao Benfica.
Na primeira parte no Dragão imperou o equilíbrio, com o AVS consistente no meio campo e numa linha de cinco a tapar os caminhos da baliza e com setas na frente, com o intuito de manter em sentido a baliza à guarda de Diogo Costa.
O AVS ofereceu a bola o FC Porto que durante largos minutos não se mostrou eficaz na posse, no sentido em que não conseguia atacar a baliza adversária. À meia hora, o FC Porto conseguiu finalmente soltar-se das amarras e Victor Froholdt, num excelente cabeceamento, esteve próximo do golo, com Simão Berlelli a evitar o tento.
Ao intervalo, entrava Cláudio Ramos e saía Diogo Costa por lesão, que resultou numa saída fortuita da baliza do guardião internacional luso aos 31 minutos, num lance em que quase deixou Tomané em posição para inaugurar o marcador.
A abrir o segunda parte, Samu resolveu os problemas da equipa de Farioli, inaugurando o marcador e acalmando as hostes no Dragão numa excelente ação individual. A partir daí, os azuis e brancos limitaram-se a controlar o jogo, e o 2-0 acabou por surgir. Gabri Veiga caiu na área, e depois de revistas as imagens com recurso ao VAR, foi assinalada grande penalidade. Na conversão, Samu fez o 2-0.
Jogo difícil para os portistas frente a um adversário muito fechado, mas em que os líderes do campeonato conseguiram o mais importante. O FC Porto vira o ano, com cinco pontos de vantagem sobre o Sporting, alargando também a vantagem para 10 pontos sobre o terceiro classificado Benfica.
Momento: Só poderia ter sido o golo de Samu
O jogo apresentava-se difícil para os líderes do campeonato, com a AVS lá atrás, a cerrar fileiras e a complicar a vida a ataque dos azuis e brancos; até que Samu pegou na bola, e num lance pleno de inspiração fez o primeiro da partida, numa jogada em que Rodrigo Mora foi peça importante na ação do avançado espanhol.
Melhor
Samu
Bisou e chegou ao 11 golos no campeonato, isolando-se no terceiro lugar dos melhores marcadores atrás de Luis Suárez e Vangelis Pavlidis. Foi decisivo com os dois golos, e mesmo com mira afinada manteve a sede por mais golos até ao final do jogo.
Polémica: há ainda o lance que suscitou algumas dúvidas ao AVS: a grande penalidade de Carlos Ponck sobre Gabri Veiga.
Veja o resumo da partida
Reações
Francesco Farioli: “Luta a dois pelo campeonato? É uma maratona, e é longa, cheia de dificuldades”
João Henriques: “Não vou falar de arbitragem porque não tenho 200 mil euros…”























