Por muito que José Mourinho possa ser irónico quanto ao golo anulado que daria o 3-2 para o Benfica na Pedreira, na 16.ª jornada da I Liga, o empate é mais culpa do Benfica que do Braga.
Os minhotos voltaram a fazer um grande jogo frente a um ‘grande’ do nosso futebol, tal como deixaram vincado na derrota no Dragão com o FC Porto (2-1) e no empate (1-1) em Alvalade com o Sporting. Mas no segundo tempo faltaram pernas e soluções aos de Carlos Vicens.
Por muito que Mourinho possa criticar a arbitragem do jogo, em particular o VAR Tiago Martins, terá de ser ele a explicar porque a sua equipa só apareceu para jogar futebol no segundo tempo. O Benfica fez o primeiro remate no jogo aos 27 minutos, marcou aos 30, no primeiro remate na sequência de uma bola parada e só voltaria no segundo tempo, quando mostrou a sua melhor versão e criou situações para a reviravolta.
FOTOS: O SC Braga-Benfica em imagens
O SC Braga soube manietar o Benfica, principalmente nos primeiros 45 minutos, graças a mobilidade dos homens da frente. Na zona central, os minhoto chegavam a ter quatro jogadores e até cinco muitas vezes, quando Pau Victor baixava para se juntar aos médios, arrastando marcações e criando superioridade na zona intermédia, deixando os Encarnados sem capacidade para ter bola.
A equipa minhota foi para o intervalo com mais bola (57%), mais remates (oito contra três), mais remates enquadrados (três contra um) e em vantagem, após a oferta de Richard Rios a Pau Victor já nos descontos, depois de Zalazar ter empatado de grande penalidade, por mão na bola de Dahl.
A pressão em todo o campo exercido pelo Benfica no segundo tempo deu resultados e aí fica explícito que o plano inicial de Mourinho falhou. Os Encarnados inverteram a posse de bola a seu favor (51 contra 49), fizeram oito remates contra três dos minhotos, cinco deles à baliza (o SC Braga não enquadrou qualquer remate no 2.º tempo), mas não chegou.
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O Benfica mantém a invencibilidade na I Liga, mas já sofreu seis empates. Continua no 3º posto com 36 pontos, a pior pontuação nas últimas cinco épocas à 16.ª ronda. Os Encarnados podem fechar o ano a 10 pontos do líder FC Porto.
Desde que Mourinho pegou na equipa, nunca o Benfica conseguiu três vitórias seguidas na I Liga.
No caso do Braga, os de Carlos Vicens falharam uma grande oportunidade para subir ao 4.º posto, após o empate do Gil Vicente com o Arouca. Os Arsenalistas são 5.º com 26 pontos, menos um que os gilistas.
Momento do jogo: Aursnes e a reviravoltas que não chegou
Aos 80 minutos, Dahl desceu pelo seu corredor, centrou rasteiro e atrasado, Aursnes recebeu e ficou enquadrado para a reviravolta Encarnada. No entanto, o seu remate de pé esquerdo saiu ao lado, quando tinha tudo para marcar. Perdida incrível!
A Figura: Zalazar merecia mais
Rodrigo Zalazar converteu-se numa das figuras do SC Braga e os números falam por si. Fez o seu quarto golo ao Benfica desde que chegou a Portugal, o seu 11.º esta época, o 5.º no campeonato. À direita ou pelo meio, tentou desequilibrar com a sua capacidade de passe, mas também com as suas arrancadas.
Outros destaques
É de Aursnes o empate do Benfica logo no arranque do segundo tempo, com um fantástico remate de fora da área, candidato a Golo da Jornada. Teve nos pés a reviravolta e os três pontos aos 80, mas atirou ao lado quando tinha tudo para marcar. Foi dos mais esclarecidos na grande segunda parte do Benfica.
Pau Victor tornou-se num alvo difícil para a defensiva benfiquista. Muito do que foi a superioridade minhota no 1.º tempo deveu-se às suas movimentações: saindo da zona dos centrais, recuava até ao meio para fazer jogo com os médios, arrastando Tomás Araújo e deixando Otamendi sozinho no centro da defesa Encarnada. Marcou um golo com muita classe e calma na definição.
Reações: Todos reclamaram da arbitragem
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VÍDEO: Veja o resumo do SC Braga-Benfica























