O SC Braga vai viajar até ao reduto do Caldas SC para o jogo dos oitavos de final da Taça de Portugal. Os minhotos querem manter-se em competição, até porque precisam de regressar aos triunfos depois da derrota contra o Estoril.
Na antevisão à partida, Carlos Vicens admitiu que será um jogo “especial” e que se trata de “vida ou morte” para a continuidade na prova. Para além disso, o técnico recusou revelar quem vai assumir a baliza bracarense e garantiu que o duelo contra o Benfica não ocupa a mente dos jogadores.
De seguida, Carlos Vicens abordou o mercado, o cansaço do plantel e as polémicas em torno da arbitragem.
– Tudo sobre o desporto nacional e internacional em sportinforma.sapo.pt –
Leia as declarações completas
Jogo: “É um jogo especial, numa competição especial. Sabemos das características destes jogos. São jogos de vida ou morte porque só passa um e em cada ronda de Taça tivemos surpresas. Temos de entrar com uma mentalidade para um jogo especial, com uma energia extra, motivação extra, competitividade e níveis de agressividade e competitividade necessários para que caia para o nosso lado. Temos de ter uma mentalidade extra”.
Guarda-redes titular: “Vamos ver e decidiremos quem joga amanhã.”
Depois da derrota contra o Estoril, o duelo contra o Caldas é o indicado para regressar aos triunfos?: “Deve ser, dever ser! É com essa mentalidade que temos de enfrentar o jogo. É uma competição em que ou passas ou estás fora. Mais do que o momento, estamos a falar de uma eliminatória. Estas competições têm algo que as fazem diferentes, porque uma de duas não seguirá em frente. Os momentos importam um pouco, sim, o campo onde se vai jogar, entre outras coisas, mas amanhã só podemos ganhar.”
Jogo contra Benfica está na mente dos jogadores: “Penso que não. Nestes dias em que falámos com os jogadores não saiu da minha boca a palavra Benfica. Depois há o Natal, em que os jogadores vão estar com as suas famílias, há suficientes coisas antes para se pensar nesse jogo. Temos que ter todo o pensamento no jogo como Caldas, porque se não estivermos, o jogo vai fazer com que estejas. À primeira adversidade e ao primeiro duelo perdido, ao primeiro ‘ui’, ou te empenhas ou não vais passar. É um jogo que exige uma energia especial, é território desconhecido e tens de te preparar para isso porque senão corres o perigo de ficar de fora”.
SC Braga dominou pouco contra Santa Clara e Estoril: São dois jogos diferentes, Santa Clara, com um bloco baixo, vimos um Sp. Braga com um ritmo alto, sem grandes ocasiões, mas o nível foi bom. Marcámos na segunda parte e, aí, foi um jogo em que criámos mesmo do que o habitual. Porém, tivemos o controlo da partida. Com o Estoril foi diferente. Sem ter essa ‘finura’ com bola, tivemos duas ou três ocasiões na primeira parte muito claras. Tivemos mais oportunidades com o Estoril do que com o Santa Clara.”
Mercado: “Estamos todos em sintonia, estamos atentos, mercado de janeiro é difícil e inflacionado porque há equipas que pedem um valor muito alto.”
Falta de frescura: “Amanhã é o jogo 31, sabemos que são sempre dois ou três dias de recuperação. Sempre que houver falta de frescura temos que trabalhar muito duro para sermos capazes de sobrepor a isso uma mentalidade seja a 100 por cento. Não é só uma questão física, também há um desgaste emocional. Essa é a diferença das equipas de topo: quando não estão a 100 por cento fisicamente conseguem dar esse extra, essa mentalidade mais forte, independentemente do adversário ou da competição.”
Arbitragem polémica: “Já disse que penso que todos os que fazemos parte desta indústria temos, com diferentes papéis, uma responsabilidade individual de tentar ajudar o futebol em geral. Todos devemos tentar ajudar a que o futebol, a imagem do futebol português é a melhor possível. Portugal é um país de futebol, com uma história incrível, com uma seleção espetacular, ‘canteras’ espetaculares, um nível de treinadores portugueses altíssimo, sendo exemplo para outros países. Tendo isto em conta, penso que o foco devia ser menos a arbitragem e mais em tentar ajudar os árbitros naquilo que podemos.”























