A FIFA admite mudanças nas regras sobre o fora de jogo no futebol. Gianni Infantino, presidente do organismo que rege o futebol mundial, disse que a regra poderá ser mudada no futuro para deixar o jogo “mais atrativo”.
“Continuamos a analisar as leis do jogo. Como podemos tornar o jogo mais ofensivo, mais atractivo. Analisamos, por exemplo, a regra do fora de jogo, que evoluiu ao longo dos anos. O atacante tinha de estar atrás do defensor, em linha com o defensor… Talvez no futuro o atacante esteja à frente”, disse o dirigente, durante o World Sports Summit.
A mudança proposta por Infantino foi avançada pela primeira vez por Arsène Wenger, antigo treinador do Arsenal e atualmente diretor de desenvolvimento do futebol mundial da FIFA.
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O francês propõe que só se deve considerar fora de jogo quando quem ataca está totalmente adiantado em relação ao corpo de quem defende, com um espaço entre os dois jogadores em questão.
O objetivo é conceder uma vantagem a quem está a atacar, permitindo que este esteja efetivamente à frente do seu adversário, desde que tenha alguma parte do corpo que possa marcar golos (cabeça, tronco ou pernas) em linha com o penúltimo defesa. Se nenhuma dessas partes não estiver alinhadas com o defensor, estará em posição irregular e poderá ser assinalado fora de jogo.
A proposta deverá merecer atenção do IFAB – The international Football Association Board – organismo internacional responsável pelas mudanças nas leis do futebol no próximo ano e, se for aprovado, a nova regra deverá entrar em vigor já durante o Mundial de futebol de 2026 que se disputa nos EUA, Canadá e México, no próximo verão.
De recordar que o IFAB é formado por representantes da FIFA e das associações de futebol da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Qualquer proposta terá de ser aprovada com uma maioria simples (cinco votos) em assembleias, depois de um período de testes.























