A possível saída de José Vala do comando do Caldas assumiu-se como a principal consequência da eliminação na Taça de Portugal. Após a derrota por 3-0 frente ao Sporting de Braga, em Torres Vedras, o técnico revelou que já tinha comunicado à equipa técnica a intenção de deixar o cargo.
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No final do encontro dos oitavos de final, José Vala assumiu ter chegado ao limite, responsabilizando uma empresa privada pela decisão de mudar o local do jogo a menos de 24 horas do apito inicial. “Este foi o meu último jogo, é essa a minha intenção”, afirmou, num desabafo marcado pela revolta com todo o processo que levou a equipa a jogar fora das Caldas da Rainha.
O treinador considerou ainda incompreensível que a partida tenha sido realizada num relvado que, no seu entender, apresentava piores condições do que o Campo da Mata. Vala exigiu que os responsáveis pela decisão “deem a cara” e expliquem os motivos que estiveram na base da alteração do recinto, sublinhando que não se tratou de uma escolha da Federação Portuguesa de Futebol.
Apesar da polémica, José Vala fez questão de elogiar os jogadores, deixando palavras de orgulho pelo comportamento da equipa. O Caldas, que milita na Série B da Liga 3, entrou em campo com um protesto simbólico no primeiro minuto e tentou competir perante um adversário de escalão superior.
Também o capitão Diogo Clemente deixou críticas duríssimas ao futebol nacional, falando numa falta de verdade desportiva e numa realidade em que “os pequenos são sempre prejudicados”. Já o Sporting de Braga manteve-se à margem da controvérsia, confirmou o favoritismo e segue para os quartos de final, onde aguardará o vencedor do duelo entre Lusitano de Évora e Fafe.























