Luís Castro foi apresentado esta segunda-feira como novo treinador do Grêmio, assumindo o desafio de liderar o histórico emblema brasileiro numa fase marcada por restrições financeiras. Em conferência de imprensa, o técnico português mostrou-se consciente das dificuldades, mas afastou qualquer discurso de vitimização, sublinhando que a ambição competitiva não depende exclusivamente de reforços.
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O treinador explicou ainda a polémica saída do Botafogo no verão de 2023, para rumar ao Al Nassr, justificando a decisão com a oportunidade de trabalhar com Cristiano Ronaldo. Luís Castro garantiu que sempre agiu com transparência e respeito contratual, encarando essa mudança como um momento único na carreira.
Quanto ao plantel atual do Grêmio, o técnico foi claro ao afastar a ideia de que o sucesso depende de investimento imediato. Castro elogiou os jogadores que tem à disposição, assegurando que já demonstraram qualidade suficiente para competir e que eventuais reforços servirão apenas para acrescentar valor a uma base que considera sólida.
Confrontado com a realidade financeira do clube, o treinador português admitiu que será necessário rigor e critério na abordagem ao mercado. Comparando a gestão a uma “família com pouco dinheiro”, defendeu escolhas minuciosas e ajustadas à realidade, reforçando que as limitações não serão usadas como desculpa para resultados menos positivos.
Por fim, Luís Castro destacou a dimensão histórica do Grêmio e o impacto das infraestruturas visitadas, enaltecendo o respeito do clube pelas suas figuras emblemáticas. Para o treinador, essa ligação ao passado deve servir de inspiração para construir um futuro mais forte, sustentado no trabalho, na identidade e na ambição competitiva.























