Marcus Rashford revelou estar plenamente satisfeito com a nova etapa da carreira ao serviço do Barcelona, clube ao qual está cedido pelo Manchester United. Numa entrevista ao jornal Sport, publicada esta quarta-feira, o internacional inglês fez um balanço positivo dos primeiros meses na Catalunha e admitiu o desejo de permanecer no emblema blaugrana.
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Aos 28 anos, Rashford vive a primeira experiência fora de Old Trafford, depois de quase toda uma carreira ligada aos ‘red devils’, pelos quais realizou 426 jogos, marcou 138 golos e conquistou uma Liga Europa, duas Taças de Inglaterra, duas Taças da Liga e uma Supertaça inglesa. A mudança acabou por acontecer após a chegada de Ruben Amorim ao comando técnico do Manchester United, uma vez que o avançado não se enquadrou nas ideias do treinador português.
Agora orientado por Hans-Dieter Flick, Rashford não esconde a ambição de continuar em Barcelona, apesar de ter contrato apenas até junho de 2026, com opção de compra para os catalães. “Claro que quero ficar no Barça. É um objetivo final, mas o mais importante é vencer. O Barcelona é um clube enorme, feito para ganhar títulos”, afirmou, sublinhando que a exigência diária é precisamente o que o motiva.
Na presente temporada, o camisola 14 soma 24 jogos, com sete golos e nove assistências, num contexto competitivo forte, marcado pela concorrência de Lamine Yamal e Raphinha nas alas ofensivas. Ainda assim, Rashford garante sentir-se no lugar certo. “Há pressão, mas é a pressão que um jogador quer. Estou num clube onde a exigência é máxima e isso ajuda-me a dar o meu melhor. Estou totalmente focado em repetir os sucessos e ajudar a equipa”, garantiu.
Para lá do futebol, o internacional inglês continua profundamente envolvido em causas sociais, sobretudo ligadas à infância e à educação. Recordando as dificuldades que viveu em jovem, Rashford explicou o porquê do seu compromisso com programas de apoio alimentar e incentivo à leitura. “Eu era uma daquelas crianças que precisava de ajuda na cantina da escola. Sei o que isso custa. Durante a pandemia percebi que era o momento certo para agir”, contou, revelando ainda a ambição de distribuir livros por mais crianças. “Comecei a ler tarde, mas mudou a minha vida. Quero dar essa oportunidade a outros”, concluiu.























