André Villas-Boas assinou o editorial da revista Dragões do mês de dezembro, que saiu esta quarta-feira. O presidente do FC Porto aproveitou para falar sobre a aposta em Francesco Farioli e garantiu que não se tratou de um “capricho”.
“A aposta em Francesco Farioli não é um capricho nem um gesto para dizer que “fazemos algo diferente”. É um projeto de método, exigência e coragem. Coragem para propor uma ideia de jogo e assumi-la; coragem para ajustar sem renegar; coragem para trabalhar ao detalhe quando a tentação é simplificar; e coragem para não confundir um episódio com uma biografia inteira. Quem vive o futebol por dentro sabe que nenhuma vantagem é garantia e que nenhum percalço é sentença. O treinador e os jogadores estão na Arena todos os dias e é aí, no risco e na responsabilidade, que se mede o valor de um projeto. Quando uma análise transforma homens que decidem e arriscam em personagens de uma narrativa pré-escrita, perde-se o essencial: a responsabilidade de quem faz e a humildade de reconhecer que o jogo é o caos e não cabe num conjunto de metáforas. Se uma eliminação é sempre “conveniência”, se um descanso é sempre “estratégia” e se um bom momento é sempre “mérito alheiro”, então já não estamos a discutir futebol, estamos a desrespeitar todo o trabalho diário de uma equipa e também a Instituição”, pode ler-se.
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De seguida, o dirigente dos dragões deixou muitos elogios ao trabalho feito pelo técnico italiano e pela equipa azul e branco. André Villas-Boas destacou a classificação do FC Porto na I Liga, que permite que os dragões passem o Natal na liderança.
“É com forte e confiante convicção que, enquanto Presidente do FC Porto, distingo o trabalho de Francesco Farioli. Um trabalho sério, rigoroso, competente e profundamente comprometido com o clube. Estou convicto de que Farioli tem tudo para se afirmar ao mais alto nível e que o futuro confirmará o que já vemos todos os dias no Olival: exigência, coerência e uma ideia clara. Quanto aos que preferem viver do conforto da bancada, Roosevelt deixou uma definição que permanece atual: “almas frias e tímidas que não conhecem nem a vitória nem a derrota”. É por causa do trabalho desta equipa e da exigência do seu treinador que, no plano desportivo, Dezembro tem sido um mês de orgulho e de gratidão. Frente ao Alverca, vencemos por 3-0 e atingimos 43 pontos: 14 vitórias e um empate, 43 pontos em 45 possíveis, o melhor arranque de sempre da história do nosso Clube. Passamos aos quartos de final da Taça de Portugal após uma vitória clara, à Porto”, concluiu.























