Frederico Varandas teve um discurso explosivo no final do triunfo do Sporting frente ao Vitória de Guimarães, no qual deixou críticas ao comportamento dos rivais em relação à arbitragem. O presidente do Sporting garantiu que a arbitragem em Portugal é “livre”, ao contrário do que acontecia há décadas com o controlo do Benfica e FC Porto.
Ora, a resposta de André Villas-Boas não tardou em chegar através do editorial da Revista Dragões. A edição de dezembro foi publicada esta quarta-feira e o presidente do FC Porto comentou as declarações de Varandas e deixou críticas.
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“O Presidente do Sporting teve mais uma das suas habituais tiradas, plenas de hipocrisia e de memória seletiva sobre a história do futebol português. Assumindo que foi beneficiado nos Açores, por duas vezes, decidiu discretamente ignorar todos os outros episódios em que, por mero infortúnio, o seu clube beneficiou de erros que, na sua opinião, podem acontecer em qualquer campo. Diz ele que no Sporting são diferentes e que, quando beneficiados, saem a terreiro e admitem-no; tudo o resto são casos normais do jogo. Na época passada, frente ao Estoril, Pepê recebeu a bola nas costas da defesa e tinha caminho livre para marcar, mas viu Pedro Amaral lesionar-se na coxa. Em vez de continuar a jogada, Pepê parou, levantou a bola e chamou a equipa médica, demonstrando preocupação com o adversário. Esse gesto deu a volta ao mundo e foi reconhecido pela Liga e pela FPF como o ato de fair play do ano”, pode ler-se.
De seguida, Villas-Boas apontou o dedo ao comportamento de Morten Hjulmand e utilizou o exemplo de Pepê para afirmar que o FC Porto constrói uma “dimensão identitária” que os distingue.
“Os 12 minutos de falha do VAR e a decisão incompreensível tomada de seguida deveriam ser suficientes para uma revolução e uma auditoria profunda à tecnologia VAR e aos critérios de decisão arbitral adotados esta época, mas também deveriam ter sido suficientes para fazer refletir o capitão do Sporting e levá-lo a admitir que é feio cair na área e ganhar indevidamente um penálti ao toque de um dedo na cara. Ao fazê-lo seria efetivamente diferente, ao ignorá-lo acabou por ratificar o nível de hipocrisia em que vive o discurso do presidente do seu clube. É por isso que, no caso do FC Porto, construímos uma dimensão identitária que nos distingue dos demais ao sermos, também nós, durante décadas o “Homem na Arena” do futebol português, o bicampeão europeu e bicampeão mundial que em território nacional enfrenta todos os dias os poderes instalados e a desvalorização permanente dos seus jogadores, dos seus técnicos e dos seus feitos”, concluiu.
É de recordar que Frederico Varandas admitiu que a grande penalidade a favor do Sporting nos Açores foi marcada de forma indevida.























