Vitinha concedeu uma longa entrevista ao jornal desportivo espanhol ‘Marca’, onde aborda a sua época no PSG, o seu crescimento futebolístico, os ídolos e ainda a seleção portuguesa. O internacional português foi eleito recentemente Melhor Médio de 2025 na 16.ª edição da Gala Globe Soccer, realizada no Dubai.
Em toda a época, Vitinha venceu seis dos sete títulos disputados pelo PSG, além de ter conquistado a Liga das Nações por Portugal.
Portugal pode ser campeão do Mundo? “Claro! Portugal tem uma seleção muito boa e somos um dos candidatos, embora existam outras seleções muito fortes entre os aspirantes.”
Objetivos para esta época: “Tentar ganhar tudo outra vez com o PSG, continuar a crescer e a melhorar todos os dias. E tentar ganhar o Mundial. Na seleção, os meus colegas também se sentem capazes de repetir uma época tão inesquecível como esta. Sabemos que é muito, muito difícil, mas se continuarmos no mesmo caminho e não nos esquecermos do que nos levou ao sucesso, vamos tentar repeti-lo. Há muitos condicionantes e detalhes que decidem se o conseguimos ou não. Este ano tivemos uma enorme capacidade de trabalho, e isso tem muito mérito, mas também tivemos sorte nos momentos decisivos, e vamos precisar dela outra vez. Mas para ter sorte é preciso trabalhar, e no PSG vamos trabalhar novamente para o conseguir.”
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Foi uma época perfeita no PSG? “Podemos dizer que não conseguimos vencer o Mundial de Clubes. Mas estivemos lá no momento decisivo mais uma vez, depois de um grande torneio, e perdemos por pouco. E também porque o Chelsea foi superior, é preciso dizê-lo. Mas 2025 foi um ano perfeito ou quase, e estou muito feliz por ter feito esta temporada tão boa com toda a equipa. Agora, o objetivo é continuar ou ir em busca de mais e, se possível, superar esses seis títulos.”
Sente-se imprescindível no PSG? “Não há ninguém imprescindível no PSG, somos uma equipa. Já mostrámos que continuamos a ser uma equipa, a ganhar e a ser muito competitivos mesmo com muitas ausências de jogadores. Diria que, imprescindíveis nesta equipa, somos todos ou ninguém.”
O que foi 2025 para si? “2025 foi o ano da minha verdadeira afirmação e quando senti o reconhecimento de todos. Mas já tinha tido períodos muito bons nas épocas anteriores, embora talvez com menos visibilidade. No final, as pessoas reconhecem o meu trabalho e fico muito contente por isso.”
O que mais gosta de fazer em campo? “Gosto muito de ter a bola e de sentir que o jogo passa por mim. É o que tento fazer sempre. Gerir o jogo, saber quando acelerar, quando fazer uma pausa, quando atacar, quando é melhor ter a bola e aguentar. É isso que mais gosto de fazer. Claro que marcar golos é sempre especial, mas prefiro o resto.”
Inspira-se em alguém da sua posição? “O que mais me inspirou foi Iniesta, o Andrés foi sempre a minha grande referência. E depois, claro, Luka Modric. Eles os dois foram sempre as minhas grandes referências.”























